segunda-feira, março 17

Mon prémier et éternel amour



Por um instante Bárbara se esqueceu de tudo

esqueceu de inalar, amar, tocar... de ser vital

o seu esquecimento, possuía nome, nome

de homem, mas não de qualquer homem

o seu esquecimento em questão tem a

dominação de amigo/irmão/coração

o seu amigo estava longe, e a partir

do momento em que Bárbara esqueceu

sua vitalidade, o seu irmão ficava cada

vez mais longe, a distância de seu coração

era uma dor sem dominação. Dor era pouco

perto dos seus erros do qual a fizeram ficar sem

a sua memória. Desta vez ela tinha consciência,

as desculpas, perdões, lágrimas, cigarros, whiskys,

loucuras... Não adiantariam como remédio para

solucionar suas aflições chamadas de tristeza.

Bárbara já não se sentia tão bárbara, tudo,

todos, as melodias, a chuva, nada fazia bem

tudo fazia mal, afinal, qual a solução para

chegar ao fim desta barbárie? Não há.

Os três minutos de tolerância já foram

tudo e todos se esconderam

não existe final feliz para ela

apesar de seu nome

nem tudo em sua vida era bárbaro.



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8 comentários:

Vilma disse...

Baby, todos temos uma Bárbara dentro de nós, no momento a minha está igualzinha a essa. Ela tb é capricorniana? Rs... Bjos

Anônimo disse...

Lú d td o q vc já escreveu, na minha humilde opinião, esse texto é o melhor... adorei msm.. ta cada dia melhor ein babe!
t adoro!

Bjo


Andresa

Rafael Avansini disse...

Bárbaro!
=D
Sempre um tom sarcástico na representação dos rebeldes descontentes, bárbaros ou não. Como sempre amei.
Se cuida seu muleke chato!

Marica disse...

barbara, barbara...nunca é tarde, nunca é demais.
barbarela soletra em barbaridades seus poemas mais barbaros!

amei. voltarei sempre!

bjao

Francieli disse...

Lucas

Vc sabe que sou sua fã e ponto final.
O que vc escreve é simplesmente tudooooooooo...
t adorooooooooo vc é d+
beijoooo

célia musilli disse...

Lucas, este poema é muito bom, pelo conteúdo e a forma...Gostei mesmo e ele tem um tom de desencanto que nos remete a tantas outras situações da vida...Um grande beijo e uma Páscoa cheia de chocolates pra vc...porque a vida tb pode ser...doce..rss

Gabriele Fidalgo disse...

O seu blog é para ser lido ao som de Big Walter Horton, ou de outro Blues como trilha sonora perfeita.

Adorei esse poema.
O que fazer quando parece que só o que restou foi a chuva?

Ótima leitura para um domingo a noite.

beijos e obrigada pelo comentário.

cuca para alguns, foca para outros disse...

Bafooooooo
Bárbara e Rebeca (a Loka do maiô) são a mesma pessoa!!!
leia no fuxico.com
hhahahha

bjo gato

e benegripe!!!